quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

BOAS FESTAS!!!

Desejamos a você os melhores votos de paz, saúde e boas festas,
Queremos que você continue sempre com essa alegria, com esse
companheirismo e continue nos prestigiando

com sua preferência e atenção, pois só assim,

teremos motivos para buscar sempre o melhor,
Somos privilegiados porque contamos
com sua amizade, apoio e confiança,

a nossa meta é oferecer sempre o melhor,
Aos clientes, amigos e familiares, nosso muito
obrigado por tudo e tenham boas festas.

2009 foi excepcional em todos os sentidos.
Com força, flexibilidade e união, construiremos um 2010 ainda melhor

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

PRINCÍPIOS DO PILATES

Os princípios originais do método Pilates enfatizam muito o controle da mente sobre o corpo, bem como a suavidade, precisão e harmonia com que os movimentos devem ser realizados. São eles: respiração, centro, concentração, controle, precisão e fluidez.

RESPIRAÇÃO

A respiração deve ser sempre coordenada com o movimento. A expiração deve ser forçada e a inspiração, o mais natural possível. Via de regra, expira-se nos momentos de maior esforço dos movimentos.

Esse mecanismo utiliza a musculatura profunda do abdômen (oblíquos e transverso do abdômen), além do assoalho pélvico e eretores profundos da coluna (principalmente os multífidos). A ativação desta musculatura promove uma melhor estabilização da região lombo-pélvica durante o exercício.A inspiração deve ser enfatizada lateralmente e posteriormente, ou seja, tridimensional, o que otimiza as trocas gasosas, melhorando a oxigenação dos tecidos e a capacidade pulmonar.

Este é o principal princípio e está presente em qualquer escola ou linha de formação. A respiração adequada favorece a organização do tronco, a sustentação lombo-pélvica e o relaxamento da musculatura inspiratória acessória dos ombros e do pescoço.
CENTRO

É também conhecido como “Power House”, ou casa de força, centro de força. É um conjunto de músculos responsáveis pela sustentação da coluna e dos órgãos internos. O fortalecimento desta musculatura proporciona a estabilização do tronco e um alinhamento biomecânico com menor gasto energético. Os músculos são: as quatro camadas do abdômen (reto abdominal, oblíquo externo, oblíquo interno e transverso do abdômen), assoalho pélvico, eretores profundos da coluna, flexores e extensores do quadril. Além dos movimentos em si, a prática da respiração ajuda muito no fortalecimento desta musculatura.

CONCENTRAÇÃO

É a mente que guia o corpo. Deve-se dar atenção e importância a todas as partes do corpo para que o movimento seja realizado com a maior eficiência possível. É a transformação de um pensamento em movimento. Sempre haverá mais de um aspecto a ser pensado ao mesmo tempo.

CONTROLE

É o melhor recrutamento da musculatura desejada. Visa um padrão suave e harmônico de movimento. O aprendizado motor dos movimentos também faz parte dos objetivos e benefícios do Pilates e está diretamente relacionado com o princípio da Concentração.

PRECISÃO

Diz respeito ao refinamento do controle e equilíbrio dos diferentes músculos envolvidos num movimento, sem gasto desnecessário de energia a partir de contrações inadequadas, sejam elas exageradas ou deficientes.

FLUIDEZA

Fluidez e leveza dos movimentos permitem a utilização apenas da energia necessária para o movimento, sem desperdício. Os movimentos não têm início, meio ou fim. Desta forma, o organismo aproveita a fase concêntrica e excêntrica dos exercícios, resultando num treino equilibrado e funcional e protegendo os tecidos de possíveis desgastes prematuros.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

PILATES: O CORAÇÃO AGRADECE!!!


Aulas de Pilates atuam na prevenção e recuperação de pacientes que passaram por cirurgias cardíacas e incentivam mudança de estilo de vida.

Os pacientes submetidos a cirurgias no coração ou acometidos por evento coronariano agudo possuem um programa especial de pilates para ajudar na recuperação ou mesmo prevenção de doenças cardiovasculares. Baseada em um programa de condicionamento físico e mental utilizado no Chelsfield Hospital, na Inglaterra, a fisioterapeuta Paula Cristina Manzano Puzzi deu início ao cardiopilates em Ribeirão Preto, São Paulo. “O exercício físico regular e moderado reduz o risco de morte por problemas cardíacos de 20% a 25% e diminui substancialmente a gravidade de deficiências associadas a cardiopatias e outras doenças crônicas”, explica a fisioterapeuta.

Com exercícios leves e moderados feitos no solo ou com equipamentos apropriados, o método recorre às atividades que atentam para a respiração e baixo número de repetições, identificando e controlando os fatores de risco cardíaco e incentivando a adoção de alternativas para mudanças no estilo de vida.

Entre os benefícios, estão a melhora da capacidade funcional e cardiorespiratória, melhora da recuperação cardíaca (diminuindo a reincidência de novos eventos em repouso ou durante exercício físico progressivo), fortalecimento muscular e reeducação postural.

De acordo com Paula, o início imediato do exercício físico logo após alta hospitalar representa um estímulo ao paciente para aderir ao controle dos fatores de risco e modificar mais eficientemente o seu estilo de vida. “Outro fator importante é reintegração precoce do paciente ao meio social, familiar e de trabalho, com a redução do tempo de improdutividade e da preocupação de seus familiares em protegê-lo de qualquer tipo de esforço”, observa a fisioterapeuta.

Segundo o cardiologista Vladimir Miguel, da Spirale, além de trabalhar equilíbrio e postura, o pilates atua como uma terapia e um estabilizador emocional. “A relação íntima entre professores e alunos ajuda a mudar o estilo de vida dessas pessoas. Como exercício, o pilates complementa as atividades aeróbicas, com a vantagem de não causar lesões e reabilitar”, afirma Dr. Vladimir.

O programa conta com uma equipe multidisciplinar formada por médico cardiologista, ortopedista, fisioterapeuta e nutricionista. As aulas seguem uma criteriosa avaliação, prescrição e orientação individualizada de um programa de condicionamento físico, visando o aumento da capacidade física, resistência muscular, flexibilidade, coordenação e equilíbrio.

As sessões duram 50 minutos e são feitas duas vezes por semana, em grupos de, no máximo, cinco pessoas. “Sempre com controle individual de frequencia cardíaca e carga de trabalho”, detalha Paula. Os exercícios seguem uma progressão, de acordo com a evolução do paciente, que é reavaliado a cada três meses: fase iniciante, fase intermediária e avançada.

Autor: Maria Luiza Mattos

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

AS VITAMINAS DO COMPLEXO B NO ESPORTE

As vitaminas do complexo B são as maiores responsáveis pela manutenção da saúde emocional e mental do ser humano.

O complexo B compreende diversas substâncias que apresentam as características de se diferenciarem em sua estrutura química, em suas ações biológicas e terapêuticas e no teor de suas necessidades nutricionais. A característica em comum é que são hidrossolúveis e que suas fontes habituais são representadas por carnes, cereais, sementes, entre outros.

As vitaminas do complexo B ajudam a manter a saúde dos nervos, pele, olhos, cabelos, fígado e boca, assim como a tonicidade muscular do aparelho gastrintestinal.

Elas atuam geralmente como parte de coenzimas para participar com as enzimas, do início e do controle de vários processos metabólicos, especialmente aqueles relacionados ao metabolismo energético. Uma enzima não pode funcionar sem sua coenzima específica. Também podem ser úteis nos casos de depressão e ansiedade.

Vitamina B1 (Tiamina)
A tiamina melhora a circulação e ajuda a produção de ácido clorídrico, a formação de sangue e o metabolismo de carboidratos. A tiamina é importante para o sistema energético, crescimento e capacidade de aprendizado, sendo também necessária para a tonicidade muscular normal dos intestinos, estômago e coração. Os atletas com aumento do gasto energético podem ter suas necessidades totais de tiamina aumentadas. A deficiência desta vitamina pode causar aumento nos níveis de lactato do sangue mesmo com a ingestão adequada de carboidratos, comparando com indivíduos bem nutridos. A tiamina atua na formação de energia, sendo a coenzima nas reações que implicam na remoção de dioxido de carbono.

Vitamina B2 (Riboflavina)
A riboflavina é necessária para a formação de hemácias, produção de anticorpos, respiração celular e crescimento. Alivia a fadiga ocular (vista cansada) e é importante na prevenção e tratamento da catarata. Participa do metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas.
Vitamina B3 (Niacina, Niacinamida, Ácido Nicotínico)
A vitamina B3 é necessária para a circulação adequada e pele saudável. Vitamina B3 ajuda no funcionamento do sistema nervoso, no metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas e na produção de ácido clorídrico para o sistema digestivo. A niacina reduz o colesterol e melhora a circulação.

Vitamina B5 (Ácido Pantotênico)
Conhecido como a vitamina “antiestresse”, o ácido pantotênico atua na produção dos hormônios supra-renais e na formação de anticorpos. A utilização de vitaminas auxilia na conversão de lipídeos, carboidratos e proteínas em energia. Esta vitamina é necessária para produzir esteróides vitais e cortisona na glândula supra-renal e é um elemento essencial da coenzima A.
Vitamina B6 (Piridoxina)
A piridoxina participa de mais funções orgânicas do que qualquer outro nutriente isolado. Muitas reações do metabolismo geral são dependentes da piridoxina. É importante tanto para a saúde física quanto mental.

Vitamina B7 (Colina)
A colina é necessária à transmissão nervosa, regulação biliar e funcionamento do fígado. Minimiza o excesso de gordura no fígado, ajuda a produção de hormônio e é necessária ao metabolismo de lipídeos e colesterol. Sem colina o funcionamento do cérebro e memória ficam prejudicados.

Vitamina B8 (Biotina)
A biotina ajuda no crescimento celular, produção de ácidos graxos, metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas e utilização das vitaminas do complexo B. Quantidades suficientes são necessárias para a saúde dos cabelos e pele. A biotina pode evitar a queda de cabelos em alguns homens.

Vitamina B9 (Ácido Fólico)
Considerado um alimento para o cérebro, o ácido fólico é necessário à produção de energia e formação das hemácias.

Vitamina B10 (PABA – Ácido Paraminbenzóico)
O Paba é um dos constituintes básicos do ácido fólico e também auxilia a utilização do ácido pantotênico. Este antioxidante ajuda a proteger contra queimaduras do sol e câncer de pele, atua como coenzima na quebra e utilização de proteína e ajuda a formação de hemácias.

Vitamina B12 (Cianocobalamina)
A vitamina B12 é necessária na prevenção da anemia. Auxilia na formação e longevidade das células. Essa vitamina também é necessária à digestão apropriada, absorção dos alimentos, síntese de proteínas e metabolismo de carboidratos e lipídeos. Além disto, a vitamina B12 previne danos aos nervos, mantém a fertilidade e promove o crescimento e desenvolvimento normais. É essencial para o funcionamento da célula, principalmente no trato gastrointestinal, medula óssea e tecido nervoso. É necessária para a formação de DNA e afeta a formação de mielina.

Fonte:RG Nutri 24/11/2009 extraído do newsletter de novembro/09 da Fitness Brasil

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

PILATES: CORE TRAINING PARA CORREDORES


Correr é ótimo, mas deixa de lado alguns músculos essenciais, como os abdominais e os dorsais. O Core Training, ou treinamento do núcleo do corpo, pode deixar você mais ágil, mais forte e menos suscetível a lesões. O treinamento do core é amplamente explorado pelo Pilates, sendo ele base de todo movimento no método.

Os abdominais e os dorsais são os principais “órfãos” da corrida e também os músculos que mais podem ajudá-lo a melhorar a performance, principalmente nas corridas de longa distância. Esses dois grupos musculares, com os músculos do quadril, formam o que os treinadores chamam de core – o núcleo do corpo. O core é nosso centro de gravidade, responsável por manter a estabilidade da coluna e do quadril quando andamos, corremos, respiramos. Ter um core mais forte significa ter mais equilíbrio e mais controle sobre o próprio corpo, o que é especialmente importante quando corremos em terrenos irregulares. Além disso, é o core que protege a coluna vertebral, absorvendo o impacto da corrida e mantendo a postura correta mesmo quando o cansaço chega.

Corredores que negligenciam os exercícios abdominais e dorsais estão mais suscetíveis às dores nas costas, principalmente na região lombar. Por outro lado, corredores que trabalham bem essa parte do corpo tendem a economizar energia e a melhorar a técnica. Isso porque o core distribui a energia gerada nos grupos musculares maiores (no caso da corrida, os quadris) para os grupos musculares menores (pernas, pés, braços). Quando o core trabalha bem, pouquíssima energia é perdida em movimentos indesejáveis da coluna e do quadril.

“O core permite que o corpo produza força, reduza força e se estabilize em reação a estímulos externos. Quando todos os músculos absorvem e transmitem a força de forma ideal, produzem um movimento mais eficiente”, explica Luciano D’Elia, 31 anos, preparador físico especializado em treinamento desportivo e fisiologia e treinador de corredores e lutadores de jiu-jítsu. Isso ajuda o esportista a gerar mais energia também nos músculos que estão “ancorados” nesse tronco. Ao fazer menos contrações para obter a mesma força, o risco de lesões diminui.

Em contrapartida, um core enfraquecido faz com que você perca energia e aumenta o risco de lesões. “Se os membros superiores e inferiores forem fortes e o core for fraco, a mecânica da corrida será prejudicada e o corredor ficará mais vulnerável”, adverte D’Elia. O fortalecimento do core também é um santo remédio para vícios posturais ou mecânicos, como a movimentação excessiva da cabeça e do quadril, a lordose acentuada e a postura encurvada.

Rodrigo Guedes, 31, advogado, já foi jogador de pólo e triatleta e atualmente compete em corridas de aventura com sua equipe, a Iancatu. “Corro há muitos anos e a lombar sempre foi o sofrimento de minha vida. Sentia muita dor, principalmente nas subidas”, conta. “Há seis meses comecei a fazer o fortalecimento do core. Minha corrida está mais forte e enérgica e, o melhor, posso correr mais porque não sinto dor”, comemora.

Como trabalhar o core:

Um ponto fundamental no treinamento do core para corredores é que ele seja realizado num ambiente semelhante ao encontrado na corrida. Assim, treina-se também o sistema nervoso, que durante a corrida orquestra uma série de ações diferentes, como o contato com o solo, a transferência de energia do calcanhar para o quadril, o empurrar e puxar dos membros inferiores. Ao executar os exercícios, se possível, troque o chão firme por uma base de apoio instável – pode ser uma bola de exercícios, no caso dos movimentos sentados, ou uma espuma grossa, nos movimentos em pé. Dessa maneira, você treinará o cérebro e os músculos a responderem rapidamente aos desequilíbrios.

O treinamento do core deve enfatizar todos os tipos de contrações musculares, alterando regularmente os acessórios, a posição do corpo, a velocidade do movimento, o volume e a intensidade do treino. Variando os estímulos, seu core ficará forte por completo.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

DEPOIMENTO: PORTADOR DE PARKINSON QUE TEVE A VIDA MUDADA PELO PILATES




Eu fui diagnosticado com doença de Parkinson em 2004, com 53 anos. No início meus sintomas eram muito suaves. Entretanto, desde então, eu desenvolvi uma severa akinesia, (perda da função motora normal, resultando em dano do movimento muscular) no meu braço e mão esquerdos. O maior impacto que o Parkinson teve em minha vida foi a aposentadoria antecipada, aos 55. Basicamente eu quis viajar com minha esposa antes que eu me tornasse totalmente incapacitado.

De acordo com meus médicos, o exercício não deveria ser considerado como uma alternativa ou uma ajuda à terapia, mas um pouco deve ser incluído como um leve componente da terapia. Sob “ordens do doutor”, eu comecei a explorar muitos tipos de exercícios, como caminhadas, levantamento de peso, ioga, e tai chi. Todos ofereceram algum benefício. Então eu ouvi sobre Pilates através de meu estúdio da ioga, e foi aí que eu observei realmente uma mudança.

Eu penso que eu tenho mais energia devido a Pilates e ao outro exercício. Pilates reforçou meus músculos mais fracos, especialmente meu núcleo muscular em meu abdômen e coluna(centro de força), e fez realmente uma mudança positiva em meu movimento funcional total. Um exemplo específico é que eu posso mais uma vez ficar de pé, a partir de uma posição sentada em um sofá ou uma cadeira, sem usar meus braços para me levantar.

Eu posso recomendar PILATES sem reservas. Eu não quero dizer com isso que cada pessoa poderá executar todos os exercícios de Pilates. Mas aí está a beleza dele - os exercícios podem ser modificados de modo que todos os níveis diferentes de população e de aptidão possam experimentar o sucesso com um movimento específico.

Eu sinto fortemente que com a ajuda de um bom instrutor e um pouco da atenção individual, você pode encontrar os melhores exercícios ou posturas de Pilates para lhe ajudar especificamente – seja aumentar um nível de função dentro de seu corpo, ou apenas melhorar sua performance.

Michael McConnell - faz Pilates em Indianapolis, Indiana.

Fonte: http://www.pilates.com/Balanced Body -Phsio Pilates News

domingo, 22 de novembro de 2009

PILATES CONTRA A DEPRESSÃO



A depressão ou transtorno depressivo, se caracteriza por uma alteração psíquica e orgânica geral, com alterações na maneira de valorizar a realidade e a vida. Falta de vitalidade que poderá estar acompanhada de sentimento de tristeza, angústia, sensação de vazio, redução na capacidade de sentir prazer, falta de confiança em si próprio, sentimentos de culpa generalizados, pessimismo e nos casos mais graves pode haver tendência ao suicídio.

Geralmente o sono e a alimentação estão também alterados, assim como o dia-a-dia da pessoa. Muitas vezes é difícil iniciar o dia, pelo desânimo e pela tristeza ao acordar. Assim, cuidar das tarefas habituais pode tornar-se um peso: trabalhar, dedicar-se a uma outra pessoa, cuidar de filhos, entre outros afazeres podem tornar-se impraticáveis, dependendo da gravidade dos sintomas. Dessa forma, o relacionamento com outras pessoas pode se tornar prejudicado: dificuldades conjugais podem acentuar-se, inclusive com a diminuição do desejo sexual; desinteresse por amizades e por convívio social podem fazer o indivíduo tender a se isolar, até mesmo dificultando a busca de ajuda médica.

Entretanto, a depressão é diferente de um comportamento “triste” ou melancólico que afeta a maioria das pessoas por se tratar de uma condição duradoura de origem neurológica acompanhada de vários sintomas específicos. Ou seja, depressão não é tristeza. É uma doença que tem tratamento.
Tanto o sexo masculino quanto o feminino de qualquer faixa etária pode ser atingido, porém é mais comum em mulheres – 1 em cada 4 mulheres e 1 em cada 10 homens.

Em crianças e idosos a doença também é frequente e tem características particulares. No caso dos idosos, a rejeição, sentimento de inutilidade e a desmotivação podem ser fatores que desencadeiam o problema. Já em relação às crianças e adolescentes, a separação dos pais, problemas na escola, rejeição e principalmente bullying podem influenciar.

As causas da depressão são múltiplas e controversas. Acredita-se que questões constitucionais da pessoa, fatores genéticos e neuroquímicos (neurotransmissores cerebrais) somados a fatores ambientais, sociais e psicológicos, como o estresse, o estilo de vida, acontecimentos vitais (crises e separações conjugais, morte na família, climatério, crise da meia-idade, etc.), podem iniciar a doença.

O exercício físico ajuda a prevenir e a combater a depressão. Uma opção muito eficaz é o PILATES, que vem sendo indicado por muitos médicos. É um método mais tranquilo que conecta a mente e o corpo, melhora a saúde em geral, reduz a ansiedade, diminui o stress, além de otimizar a concentração, a respiração e o relaxamento. Após 3 ou 4 semanas de treino, a pessoa sentirá sua auto-estima e auto-confiança mais elevada, pois sentir-se-á mais feliz, com melhores resultados médicos e até algumas alterações estéticas.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

PILATES x ESCOLIOSE

Existem muitas verdades e muitos mitos sobre a questão pilates x escoliose. O Pilates como recurso terapêutico do portador de escoliose é sim viável e traz grandes benefícios. Porém, deve-se respeitar a real causa e grau dos desvios posturais para saber se há ou não indicação deste método para cada paciente.
Escoliose é o desvio da coluna vertebral que pode se manifestar com sintomas ainda na infância, adolescência ou somente na fase adulta. As causas são variadas e evoluem em diversos graus de lateralização e rotação vertebral.

O portador pode até não se queixar de sintomas e apenas perceber alteração na sua postura, mas é muito comum referir dores localizadas ou acompanhadas de outros sintomas associados como dormências, queimação, marcha alterada, que podem sim evoluir para sintomas mais intensos e mais difíceis de serem tratados. Como por exemplo as grandes rotações vertebrais, que levam às insuficiências respiratórias e são causa imediata de cirurgia corretora como único meio de amenizar os sintomas.

O Pilates tem a capacidade de oferecer fortalecimento, alongamento e equilíbrio corporal, proporcionamdo melhor alinhamento vertebral, reduzindo as tensões musculares e compressões discais devido a maior flexibilidade adquirida pelo corpo.

A restrição que se faz a prática do Pilates como método de reabilitação para escoliose baseia-se no grau da lesão, na intensidade dos sintomas, nos fatores adicionais a esta lesão (como osteoporose, por exemplo) e na capacidade de execução dos exercícios pelo paciente. Não deve haver sobrecarga ou dor, que passa a ser o mediadora e limitadora de cada execução.

O paciente não pode sentir mais dor após a aula. O objetivo é trazer-lhe conforto! Portanto o ideal é fazer uma avaliação com especialista (ortopedista e fisioterapeuta), exames adicionais de imagem, como uma ressonância nuclear magnética ou radiografia.

Uma aula sem compromisso é sempre um bom meio de avaliar o paciente na execução dos movimentos. A Biomecânica é sempre um meio interesssante de avaliação. Se ao final desta primeira aula ele se sente bem, está apto a continuar no programa, respeitando sempre os limites, principalmente dolorosos, deste indivíduo. Os benefícios adquiridos com o pilates sem dúvida serão muito gratificantes.

sábado, 24 de outubro de 2009

Ombros Leves....

Olá alunos e futuros amantes do Pilates!!! Como muitos devem saber a organização da cintura escapular tem uma relação bastante intrínseca com a organização da coluna torácica e cervical. Falamos aqui de pescoço e ombros. Muitas vezes a cintura escapular fica pendurada no pescoço ao invés de pousada sobre o gradil costal. Isso gera toda sorte de desconforto: ombros tensos, rígidos e frases tão conhecidas:“Não consigo relaxar os ombros”“Meu problema são meus ombros““Ele carrega o mundo nos ombros”, etc. Imaginemos uma coluna cervical longa e uma coluna torácica acompanhada por costelas móveis frutos de uma respiração fluida e completa com movimentos em todos os planos: vertical – através e uma boa mobilidade diafragmática, horizontal e transversal – por uma ótima capacidade de expansão e recolhimento das costelas através da utilização de toda a musculatura intercostal e abdominal. Lembremos que o transverso e o diafragma são parceiros (pensem em tosse, risadas, defecação, parto, etc.). É importante pensar que a as escápulas deslizam soltas para baixo sobre o gradil costal que flutua assim com a cabeça (Escápulas e ombros apontam para os pés). As imagens abaixo são de Eric Franklin e ajudam a inspirar nosso próprio movimento e dar idéias para dicas verbais e imagens para usarmos.

Os trabalhos selecionados para que se organize a região podem passear entre os movimentos de conscientização propriamente dita como projeções suaves dos ombros sem sobrecarga, apenas para despertar gamas de sensações sobre a região e despertar a consciência sobre a área, até exercícios de fortalecimento propriamente dito.Um fator importante quando pensamos em organização escapular são exercícios de descarga de peso nos membros superiores. Como o próprio nome diz eles ensinam a descarregar o peso através dos membros liberando ombros e pescoço.As pranchas e quadrúpedes são excelentes exercícios de descarga de peso. Podem ser feitos no solo dando toda a segurança da cadeia fechada ou desafiando a organização desta estabilização através da introdução de elementos instáveis como o rolo de Feldenkrais, discos de propriocepção, overballs e outros acessórios. Inicie numa posição de quadrupedia: mãos exatamente abaixo dos ombros, ossos do braço empilhados, máximo de congruência articular. Joelhos exatamente sobre os quadris. Fêmur paralelo aos braços.
O tronco está paralelo ao solo e, juntamente com coxas e braços formam uma caixa. Lembre-se de deixar crânio, ápice da convexidade torácica e sacro alinhados. Nuca longa. Imagine um triângulo formado entre seus ombros (acrômios), o topo da cabeça e as clavículas. Mantenha as arestas deste triângulo sempre bem estendidas: escápulas acopladas, topo da cabeça em oposição aos ombros e ísquios e peito largo com espaço nas clavículas. Do topo da cabeça e dos ísquios saem focos de luz paralelos ao solo.

Inspire suavemente pelo nariz e, enquanto expira conecte seu centro afunilando as costelas, elevando o ânus e “estreitando” a pelve como se cavasse com uma concha de sorvete entre as EIAS (espinhas ilíacas). Mantenha a relação entre quadris e costelas. Escápulas acopladas no gradil costal.

A partir desta conexão desafie a estabilidade do tronco tirando braços e/ou pernas alternadamente do chão ou evolua para uma prancha (estendendo as duas pernas atrás). Lembre-se o objetivo é manter o centro (cintura escapular e cintura pélvica) estável. O movimento dos membros acontecem para desafiar esta estabilidade.

As imagens acima forma tiradas do livro Relax Your Neck, Liberate Your Shoulders, e Eric Franklin, Elysian Editions, Princeton Book Company, Publishers.

Fonte: Silvia Gomes

terça-feira, 29 de setembro de 2009

PILATES E ANDROPAUSA

A ANDROPAUSA OU CLIMATÉRIO VIRIL são termos usados para designar um quadro clínico de diminuição do hormônio masculino testosterona, que ocorre em uma parcela significativa de homens acima de 60 anos ou mesmo um pouco antes, a partir dos 50 anos. Determinados hábitos de vida e o stress psicogênico são alguns dos fatores contribuintes para esta ocorrência mais precoce.

O hormônio masculino testosterona é produzido por células nos testículos, que são estimulados por hormônios produzidos pela hipófise. Na adolescência, é responsável pelas características sexuais, como desenvolvimento do pênis, aumento dos pelos, mudança de voz e aumento da massa muscular. O testículo é responsável por 90% da produção de testosterona. Entre os fatores que podem determinar a andropausa está a falência e atrofiamento do testículo, que pode ocorrer em qualquer idade e causar a queda na produção do hormônio masculino. A diminuição da testosterona pode ser determinada também quando a hipófise para de exercer sua função de estimular os testículos.

A andropausa não é um processo isolado, mas parte de outro mais amplo que é a senescência, a qual ocorre a partir de várias idades e por uma série de fatores variados, dos quais o mais importante é a hereditariedade. Na senescência ocorre uma série de alterações nos níveis circulantes de hormônios, neurotransmissores, vitaminas e diversas outras substâncias, sendo que algumas destas alterações bioquímicas colaboram para o declínio da função androgênica do homem idoso.

A base fisiológica que fundamenta a variação individual nos níveis de testosterona observada em qualquer idade não está ainda bem elucidada. Além do próprio processo de envelhecimento, existem fatores fisiológicos e outros relacionados ao estilo de vida (alimentação, atividade física, sexualidade etc.) que influenciam a variabilidade destes níveis, e que devem ser considerados na avaliação do homem idoso. A hereditariedade é um deles.

Quanto aos fatores relacionados ao estilo de vida, uma dieta vegetariana e rica em fibras parece estar associada a níveis mais elevados de testosterona do que uma dieta a base de carnes com altos conteúdos lipídicos.

O tabagismo parece favorecer os níveis de testosterona em cerca de 5% a 10% em relação a não-fumantes jovens ou idosos. No entanto, análises de multirregressão variada indicam que fumar mais de 10 cigarros por dia leva a uma andropausa mais precoce, trazendo o início da mesma para menos de 50 anos.

O abuso de drogas e de álcool também pode acentuar o decréscimo de testosterona próprio da idade. O estresse, tanto físico quanto psíquico, é um potente redutor androgênico. Também há indícios de que o estresse psicogênico e a depressão em homens não idosos possam contribuir para um quadro de andropausa cada vez mais precoce.

Mesmo que a senescência reduza os níveis de testosterona, doenças intercorrentes nesta fase podem acentuar o declínio da produção do hormônio. O infarto agudo de miocárdio e as cirurgias causam declínios transitórios, ainda que intensos da testosterona livre. Já doenças crônicas induzem reduções mais prolongadas. Homens idosos com diabete tipo 2 têm níveis reduzidos de testosterona. A insuficiência renal crônica, a síndrome de apnéia noturna e algumas patologias endócrinas também podem intensificar o quadro de hipoandrogenismo no homem idoso.

Sintomas da andropausa:
• Diminuição da massa muscular;
• Aumento do peso, sobretudo, aumento da gordura abdominal (principalemente visceral);
• Tendência à anemia e osteoporose;
• Diminuição do interesse sexual;
• Queda dos pêlos sexuais;
• Dificuldade de ereção;
• Maior sonolência;
• Dificuldade de concentração;
• Problemas de memória e dificuldade de concentração;
• Apatia e depressão.

Para verificar o possível quadro de andropausa, devem ser feitos testes de sangue, que medem o índice de testosterona livre e total e o nível de prolactina, que, se elevado, reduz a testosterona.
Os testes de ereção devem ser feitos por um urologista e deve ser medida a densidade óssea (densitometria óssea). Os homens com idade acima dos 40 anos devem realizar a medição de testosterona regularmente, principalmente se apresentar diminuição do interesse sexual e dificuldade de ereção associados ou não aos demais sintomas.

A estimulação da secreção hormonal pelo próprio corpo e a reposição hormonal é fundamental para que os homens com andropausa possam levar uma vida normal. O paciente então pode se beneficiar com o aumento da massa muscular, diminuição da proporção de gordura e combate a anemia e osteoporose, aumento do libido. Porém, se houver exagero no uso, pode haver crescimento das mamas, aumento do numero de glóbulos vermelhos no sangue, retenção de agua e sais minerais, aceleração do crescimento de tumores na próstata (pacientes que fazem reposição devem fazer uma avaliação da próstata a cada 6 meses). O uso na forma de reposição não induz a formação do tumor e sim apenas estimula seu crescimento. Por isso a necessidade dos exames periódicos para fazer diagnóstico precoce.

É importante ressaltar que as mudança dos hábitos alimentares, com a supressão dos açúcares, o equilíbrio entre os lipídios ingeridos, a perda de peso, exercícios físicos regulares e o monitoramento dos índices hormonais são a chave para o restabelecimento de um padrão de vida.

A isso, o PILATES se insere como um excelente aliado para trazer benefícios e auxiliar o equilíbrio na produção dos hormônios, aumentar a resistência imunológica, equilibrar as funções orgânicas e promover a reparação celular.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PILATES E OS CUIDADOS COM A TORÇÃO DE TORNOZELO


Muitas vezes, nem é necessário ser um atleta para sofrer uma lesão. No tornozelo, por exemplo, a torção pode acontecer com um simples pisar num buraco ou uma quebra no salto do sapato e te colocar no “banco de reservas” por vários dias.

A torção (ou entorse) do tornozelo é uma lesão muito freqüente, na qual os ligamentos são alongados até se romperem. Ela pode ocorrer quando pisamos em falso num buraco ou degrau, fazendo com que o pé gire para dentro devido ao peso do corpo, comprometendo os ligamentos do lado de fora ou de dentro do tornozelo. Em geral os ligamentos de fora são os mais comprometidos. A parte de fora do tornozelo – abaixo e a frente da ponta do osso (fíbula ou perôneo porção distal) apresenta dor e inchaço e geralmente fica roxa.

As atividades físicas devem ser suspensas e é preciso evitar apoiar o pé no chão. Você pode aplicar gelo por cerca de 30 minutos a cada hora, aumentando o intervalo entre as compressas para três horas nos dias subseqüentes. Lembre-se de enrolar o gelo em um pano úmido, para não queimar a sua pele.

Mantenha o pé elevado e sempre que houver dúvida sobre a gravidade da lesão, consulte um especialista. Um médico pode determinar se há necessidade de imobilizar o tornozelo por tempo variável. O tratamento com cirurgia é indicado apenas em casos muito graves e em atletas de alto nível. Em geral, apenas a suspensão das atividades e o uso de medicamentos, a critério médico, já resolvem o problema.

Para voltar ao seu exercício físico habitual é preciso que seu médico autorize e que você tenha recuperado todos os movimentos do tornozelo, para todos os lados. É importante que o tornozelo não apresente mais dor nem inchaço após os exercícios. Não force a região se a força e o equilíbrio não estiverem restabelecidos.

Para proteção do local, você pode usar uma tornozeleira ou enfaixamento quando voltar à prática de esportes, lembrando-se apenas de não apertar muito o tornozelo para não dificultar a circulação. No entanto, isso não substitui um bom fortalecimento muscular. É fundamental que haja a recuperação do movimento, da força e do equilíbrio na região lesionada para que o quadro não piore ou caminhe para um caso crônico.

Para tal, o PILATES se apresenta como um grande aliado na recuperação da lesão e na manutenção do padrão de condicionamento físico do indívíduo, para que, entre outros benefícios, haja prevenção de novos entorse.
A intervenção do PILATES se dá de forma segura e efetiva focando a mobilização, fortalecimento, equilíbrio e propriocepção da área afetada, porém, preocupando-se com a pessoa como um todo, visando o equilíbrio de todos os grupos musculares em harmonia com a mente.

Em casos de esportistas, a especificidade da modalidade é transferida aos exercícios de base até a progressão mais avançada. É interessante que as compressas de gelo após os exercícios continuem.

Entretanto, não deixe de procurar o seu médico especialista em ortopedia e um profissional de PILATES capacitado para maiores esclarecimentos e orientações.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

DE JOELHOS!!!

Olá pessoal.

Quero convidá-los a pensar comigo na descarga de peso nos joelhos como uma opção de posição inicial, seja para exercícios de mobilidade da coluna, seja para exercícios de MMSS numa posição desafiadora de estabilização.

A quadrupedia oferece descarga de peso nos joelhos mas, geralmente, vem associada à descarga de peso nos MMSS também. Nessa situação a musculatura do quadril está bastante frouxa, relaxada e é uma situação favorável à mobilidade da bacia.A idéia neste post é pensar nos joelhos como pés, recebendo toda a descarga de peso do corpo (ainda que o apoio da tíbia dissipe um pouco a sobrecarga).Pensemos no que acontece quando nos colocamos de joelhos:

Temos uma imediata tração na musculatura anterior da coxa (quadríceps) que está fixa na bacia e na tíbia, já que somamos a flexão dos joelhos com a extensão dos quadris. A tendência então, especialmente para quem tem essa musculatura encurtada, é vermos uma anteversão da pelve com os glúteos sendo levados para trás ao mesmo tempo em que a coluna é puxada para frente pela musculatura. Temos uma grande tendência à acentuação da lordose lombar.

Acostumados que somos, quando de pé, a ter nossa base para frente (devido à forma dos pés), estar de joelhos inverte essa situação já que as tíbias são lançadas para trás e não temos nada à frente. Um bom desafio para o equilíbrio.

COMO AGIR?

Novamente vamos exigir um foco de atenção grande na articulação do quadril para que esta se posicione de forma neutra, alinhada, sem aumento na lordose.Devemos ativar os glúteos (potente extensores do quadril) e o centro mantendo a relação entre costelas e bacia, tracionando o púbis para cima numa ação contrária a anteversão.

A ação é semelhante a do início da ponte, porém não haverá uma retroversão (báscula posterior) visível, apenas a ativação que impedirá a anteversão.


Por Silvia Gomes.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

PILATES NO TRATAMENTO E PREVENÇÃO DE OSTEÓFITOS ("BICO DE PAPAGAIO")

O osteófito, ou popularmente bico-de-papagaio, caracteriza-se por pequenas expansões ósseas originadas pela profusão progressiva do anel fibroso do disco intervertebral. Trata-se de uma reação do organismo para absorver melhor a sobrecarga da articulação sobrecarregada.

Os efeitos são agravados pela desidratação gradual do disco intervertebral, conduzindo a uma aproximação das vértebras e compressão da raiz nervosa, resultando em fortes dores, formigamentos e limitação de movimentos.

É comum que o osteófito apareça nos calcanhares, nas bordas das vértebras, geralmente na altura dos discos intervertebrais da região do pescoço, coluna torácica e lombar, porém, qualquer articulação do corpo pode ser afetada.

A causa do “bico-de-papagaio” pode ter influência da espondilose, da pré-disposição genética, da sobrecarga articular (sobrepeso e obesidade), do sedentarismo, de esforços repetitivos, de alguma anomalia na articulação (inflamação, trauma, fratura, ligamentos rompidos, etc.), desvios angulares (joelhos varo ou valgo), malformações dos quadris, ou simplesmente pela quantidade de impactos aos quais estamos sujeitos desde a infância.

Porém, é sobretudo, a adoção de posturas incorretas ao longo do tempo que leva ao aparecimento de lesões nas articulações vertebrais. Muitas vezes o problema também se instala por conseqüência de um processo de artrose.

Algumas pessoas podem não apresentar sintomas, porém, na primeira incidência de desconforto ou dores no quadril, virilha, costas, pescoço ou em outras regiões, recomenda-se a procura imediata de um ortopedista. Quando tratada corretamente e a tempo, o quadro pode apresentar queda significativa nas dores e melhora na capacidade funcional e na qualidade de vida do paciente, entretanto, sem recuperar a cartilagem perdida.

AÇÃO DO PILATES

Como um dos principais sintomas de quem tem osteófito é a dor, o indivíduo geralmente entra em um ciclo: os movimentos e o padrão postural acabam comprometidos, conduzindo a um desequilíbrio e fraqueza muscular por compensação e desuso, que por sua vez, intensificam os dois primeiros citados e assim por diante.

O Pilates auxiliará de forma satisfatória a melhora da qualidade de vida, tornando possível a realização das atividades da vida diária tranquilamente. Os exercícios prescritos serão específicos, direcionados e adaptados de acordo com as particularidades do indivíduo, visando entre outros, fortalecimento e alongamento dos músculos, com foco especial na região afetada e no reequilíbrio dos grupos musculares.

Assim, apesar de o osteófito continuar instalado, a dor será estabilizada devido à estrutura corporal mais forte, flexível e alinhada.

A melhor alternativa continua sendo a prevenção. Quanto antes incorporar novos hábitos, menores as chances de ocorrer um osteófito no futuro. E o Pilates também se mostra bastante efetivo para a prevenção.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

PILATES EMAGRECE?



Pilates é famoso por criar corpos alongados, torneados e em forma. Mas o emagrecimento não decorre exclusivamente da prática de Pilates, é necessário uma combinação de fatores como a prática frequente e uma alimentação equilibrada.

Veja abaixo como a prática de Pilates ajuda na perda de peso:

1. Os exercícios queimam calorias. A quantidade de calorias queimadas depende do tipo de corpo e do nível de esforço;

2. Criando massa muscular magra, como o Pilates faz, é uma das melhores maneiras de aumentar o seu potencial de queima de calorias;

3. Pilates tonifica e modela o seu corpo;

4. Uma das melhores maneiras de parecer e sentir-se mais magro e ter uma bonita postura. O Pilates faz isso enfatizando a manutenção de um bom alinhamento corporal;

5. Pilates promove uma respiração profunda e eficiente, o que é essencial para a queima de calorias e a regeneração de tecidos;

6. Ao se engajar em um progrma de exercícios, como o Pilates, ocorre uma melhora da auto-estima e um aumento da consciência para o estilo de vida. Ambos são associados com a perda de peso.

O Pilates é um programa que pode ajudar a manter os níveis de energia para todo o dia. No entanto, ele não é usado normalmente como um exercício aeróbio. Assim, algumas pessoas gostam de combinar Pilates com outros tipos de exercícios aeróbios (corrida, bike, natação, etc) de maneira a maximizar sua perda de peso.

Consulte um profissional qualificado e comece já a praticar esta atividade. Você só tem a ganhar.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

PILATES: UMA HISTÓRIA, UM LEGADO


Nosso corpo é um maravilhoso e complexo sistema, que dispõe de todos os mecanismos para funcionar em perfeito equilíbrio. Cabe a nós, conhecermos e atendermos à todas essas necessidades para que vivamos plenamente e com saúde, o mais longamente possível.

Nosso “manual de instruções” já teve várias de suas páginas desvendadas desde a antiguidade, mas muito ainda há para descobrir e o pior, não pára por aí. Mesmo quando dispomos a nos tratar bem, profundas verdades que acreditávamos irrevogáveis, de uma hora para outra, são questionadas e postas à prova pelas mais recentes pesquisas.

Nesse cenário, muitas vezes ficamos inseguros quanto ao que fazer para nos exercitarmos de maneira prazerosa e - ao mesmo tempo - também preservarmos e melhorarmos nossa saúde.

Por isso, vamos contar a história de Joseph Humbertus Pilates, que foi uma criança frágil e com a saúde debilitada por várias enfermidades. Em sua busca pessoal pela saúde, acreditou que a força da vida e do equilíbrio estava dentro dele. E, de maneira intuitiva, persistente e autodidata, estudou anatomia, observou os animais, a natureza, buscou as respostas exatamente onde elas estavam disponíveis e em suas fontes mais confiáveis.

Dedicou sua vida à melhora de sua condição física, estudando fisiologia, anatomia, medicina chinesa, praticando yoga, artes marciais até boxe, mergulho e artes circenses, reunindo assim, o melhor das práticas ocidentais e orientais numa única proposta.

Exemplo vivo dos resultados impressionantes que o seu método pode proporcionar aos que se dispõe a praticá-lo, Pilates não só criou um sistema completo de exercícios, como também desenvolveu vários equipamentos para auxiliar e desafiar nossos limites.

Não acreditava em movimentos antinaturais, que desrespeitavam os limites articulares, criavam sobrecargas exageradas e provocavam lesão. Partindo de sua própria experiência pessoal, criou um método de treinamento que transforma o corpo e a relação consigo mesmo. Tornar-se consciente e presente em cada gesto, buscando a perfeição e a qualidade e não a quantidade, sem nunca chegar à exaustão.

Por isso, ele pode atender tão bem tanto a reabilitação de lesões - como fez primeiramente com os enfermos, feridos e mutilados durante o período que ficou recluso no campo de concentração durante a I Guerra na Inglaterra; quanto ao treinamento de famosos artistas, atletas e bailarinos em Nova York, quando emigrou para os EUA.

Como ele mesmo afirmava e pôde ser comprovado na atualidade pelo sucesso do método Pilates em todo o mundo. Ele estava pelo menos 50 anos à frente de seu tempo. Embora reconhecida sua eficiência, sofreu a resistência da comunidade médica da época, pois seu método questionava tudo que se julgava sabido sobre treinamento físico até então.

Enfim, ele viabilizou em forma de exercícios o que todos nós sabemos e buscamos, mas depois de tanto tempo, ainda não atingimos: para ter um corpo realmente saudável não é possível dissociá-lo de um estilo de vida e de pensamentos saudáveis. Não é possível privilegiar nem o corpo, nem a mente: ambos devem estar em perfeito equilíbrio.

Praticou seu método até o final da vida, diariamente, mantendo a saúde e um corpo admirável até os 87 anos, quando faleceu. Ele nos deixou mais um caminho, dentre os inúmeros que temos disponíveis. Ele conquistou a própria saúde e ajudou inúmeras pessoas a atingir esse equilíbrio e continua ajudando outras tantas, através de seus seguidores.

Muito além do modismo em que o Pilates (assim chamada a técnica, após a morte de seu criador) se transformou - sendo muitas vezes símbolo de status depois de divulgado por artistas internacionalmente - é preciso salientar que Joseph Pilates nunca pretendeu elitizar seu método, pelo contrário, seu maior sonho era que fosse praticado precocemente nas escolas, por todas as crianças, para que desde cedo adquirissem o conhecimento do próprio corpo para crescerem fortes, flexíveis, livres de dores e desequilíbrios desnecessários.

Autor: Suely Tambalo, instrutora de Pilates.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

TÔNUS MUSCULAR COM PILATES


Se você é do tipo de pessoa que não gosta de praticar exercícios, provavelmente seus músculos não estão tonificados como deveriam estar. Muitas pessoas não se dão conta disso, mas quando os músculos não estão bem, não só o nível de fortaleciemnto diminui, mas o corpo aparenta maior flacidez.

Felizmente, tonificar os músculos não é tão difícil quanto se imagina, ainda mais com o Pilates. Embora o Pilates não tenha se tornado imediatamente popular quando introduzido no mercado, hoje o método já difundido tem apresentado inúmeros progressos ao longo dos anos.

Mais e mais pessoas praticam Pilates com programas de tonificação muscular e recondicionamento físico. De acordo com pesquisas realizadas, só nos Estados Unidos, mais de 14 milhões de pessoas praticam regularmente Pilates. E a maioria dos praticantes afirmam que o Pilates tornou suas vidas mais saudável e produtiva.

Diferente de outros tipos de treinamento de força, que requerem exercícios pesados em equipamentos de musculação, o Pilates trabalha de forma que a mente conduza seus músculos. O pragrama do Pilates dá ênfase nos músculos do centro do corpo, o core, criando um equilibrio com a respiração para alinhar a coluna ao dorso.

O objetivo da prática é criar uma harmonia entre a mente e o corpo para promover a melhora da saúde e do condicionamento físico.

Os exercícios de tonificação contam com uma série de acessórios utilizados como bolas, thera-band, fitness circle, overball, bosu, além dos equipamentos tradicionais. O leque de opções para trabalhar o Pilates permite escolher qual a melhor maneira para cada indivíduo.

EXPERIMENTE!!!

sábado, 22 de agosto de 2009

O EFEITO DO MÉTODO PILATES NA LOMBALGIA CRÔNICA: UMA REVISÃO DE LITERATURA


MODOLO, T.L.; SOUZA, F.A.; OFFERNI, N.B.; JUNIOR, V.B.; MANZANO, R.M.


PALAVRAS-CHAVES: Método Pilates; Lombalgia Crônica; Coluna Vertebral; Dor Lombar.


INTRODUÇÃO: Joseph Hubertus Pilates nasceu na Alemanha em 1880. Em 1923, Pilates mudou-se para Nova Iorque, onde abriu seu primeiro estúdio. Nos anos 40 ele atingiu notoriedade entre os bailarinos. O Método Pilates é uma série de exercícios para melhorar a flexibilidade, consciência corporal, equilíbrio e força. Os seis princípios do método são: concentração, respiração, alinhamento, controle de centro, eficiência e fluência de movimento (KOLYNIAK, 2004). O programa é focado nos músculos posturais que ajudam a manter o balanço corporal que é essencial para dar suporte à coluna. Em particular os exercícios do Pilates melhoram a respiração, o alinhamento postural e o alongamento da musculatura profunda do tronco, que são importantes para aliviar e prevenir as dores na coluna. A técnica pode ser praticada por pessoas de todas as idades e níveis de condicionamento físico. Além disso, o Pilates ainda trás como benefícios a melhoria da concentração, coordenação motora e consciência corporal (KOLYNIAK, 2004). A dor lombar crônica pode ser causada por doenças inflamatórias, degenerativas, neoplásicas, defeitos congênitos, debilidade muscular, predisposição reumática, sinais de degeneração da coluna ou dos discos intervertebrais e outras (SILVA, et. al, 2004). A fraqueza e a baixa resistência isométrica dos músculos eretores da espinha lombares também estão associadas com a etiologia da dor lombar. (GONÇALVES e BARBOSA, 2005). Segundo Anderson G. em alguma época da vida, de 70 a 85% das pessoas sofrerão de dores nas costas (SILVA, et. al, 2004). O objetivo deste estudo foi revisar a literatura sobre a eficácia do Método Pilates na prevenção e ratamento da dor lombar crônica.



RELEVÂNCIA DO ESTUDO: O método pilates vem sendo muito utilizado e discutido atualmente, porém pudemos observar que a literatura científica sobre o tema é escassa. Esta revisão é importante para avaliar a eficácia deste método em pacientes com lombalgia crônica. Desta maneira podemos contribuir teoricamente com o aumento dos recursos utilizados pelos fisioterapeutas.


MATERIAL E MÉTODO: Foi realizada pesquisa em base de dados na internet utilizando sites: MEDLINE, PUBMED, SCIELO, DEDALUS e BIREME. Também foram utilizados livros textos para a realização da pesquisa. As palavras chaves utilizadas na busca foram: “Método Pilates”, “Lombalgia Crônica”, “Coluna Vertebral”, e “Dor Lombar”.


RESULTADOS E DISCUSSÕES: O método pilates é uma eficiente ferramenta para fortalecer a musculatura extensora do tronco, atuando no desequilíbrio entre a função dos músculos envolvidos na extensão e flexão de tronco, que é um forte indício para desenvolvimento de distúrbios da coluna lombar (KOLYNIAK, et. al, 2004). Foi realizado um estudo randomizado e controlado aplicando o método pilates em sujeitos com dor lombar crônica não-específica. Os sujeitos foram avaliados antes, com 3, 6 e 12 meses após o tratamento com pilates. A dor lombar melhorou e permaneceu assim durante os 12 meses (RYDEARD, 2006). Houve uma redução significativa na intensidade da dor lombar em um grupo de pacientes que seguiram um protocolo diário por 10 dias do método pilates. Concluíram que os resultados obtidos com o método pilates eram comparáveis àqueles conseguidos com o método da escola da coluna, sugerindo seu uso como mais uma maneira alternativa no tratamento da dor lombar (DONZELLI, et. al, 2006). Em outro estudo onde foi seguido um protocolo do método Pilates, obtiveram resultados positivos em relação à postura e flexibilidade do corpo (SEGAL, et. al, 2004). Também foi relatado um caso de uma mulher de 39 anos com escoliose, que apresentava severa dor lombar crônica e comprometimento de suas atividades de vida diária. Após o tratamento com o método pilates as limitações e a qualidade de vida melhoraram muito, porém ainda existem e precisam ser melhoradas (BLUM, 2002). O tratamento que é comumente utilizado para melhora da dor lombar crônica são exercícios, laser, massagem e manipulação da coluna; tratamentos físicos como acupuntura, escola da coluna, hidroterapia, TENS, tração, ultrasom, pilates e terapia craniosacral são de valores desconhecidos ou ineficazes e não devem ser considerados (MAHER, 2004). Um achado comum em atletas é a dor lombar, que particularmente ocorre devido à sobrecarga na coluna lombar em conseqüência de um comprometimento da força ou resistência isométrica de músculos desse segmento, e tem como resultado a fadiga muscular. A aplicação do método Pilates melhorou ou impediu a fadiga dos músculos eretores da espinha em atletas. (GONÇALVES e BARBOSA, 2005). Entre todos os artigos revisados apenas um apresentou o método pilates como sendo uma terapia desconhecida ou ineficaz no tratamento da lombalgia crônica.



CONCLUSÃO: Foi possível observar que o Método Pilates é eficaz na melhora da dor lombar crônica, melhorando também a flexibilidade e a postura. Por ser um método de baixo impacto articular e muscular pode ser utilizado em diversas áreas da fisioterapia.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BLUM, C.L. Chiropractic and Pilates therapy for the treatment of adult scoliosis. Manipulative Physiol Ther. 2002, 25(4): E3. DONZELLI, S.; DI DOMENICA, E.; COVA, A.M.; GALLETTI, R.; GIUNTA, N.; Two different techniques in the rehabilitation treatment of low back pain: a randomized controlled trial.Eura Medicophys. 2006, 42(3): 205-10. GONÇALVES, M.; BARBOSA, F.S.S. Análise de parâmetros de força e resistência dos músculos eretores da espinha lombar durante a realização de exercício isométrico em diferentes níveis de esforço. Rev Bras Med Esporte vol.11 no.2. Rio de Janeiro, 2005. KOLYNIAK, I.E.G.; CAVALCANTI, S.M.B.; AOKI, M.S. Avaliação isocinética da musculatura envolvida na flexão e extensão do tronco; efeito do método Pilates. Rev Bras Med Esporte, 2004, vol.10, no.6, p.487-490. MAHER, C.G.; Effective physical treatment for chronic low back pain. Orthop Clin North Am. 2004, 35(1): 57-64. RYDEARD ,R; LEGER, A; SMITH, D. Pilates-based therapeutic exercise: effect on subjects with nonspecific chronic low back pain and functional disability: a randomized controlled trial. J Orthop Sports Phys Ther. 2006 Jul; 36 (7): 472-84. SEGAL, N.A.; HEIN, J.; BASFORD, J.R. The effects of Pilates training on flexibility and body composition: an observational study. Arch Phys Med Rehabil. 2004, 85(12): 1977-81. SILVA, M.C; FASSA, A.G.; VALLE, N.C.J. Dor lombar crônica em uma população adulta do Sul do Brasil: prevalência e fatores associados. Cad. Saúde Pública vol.20 no.2 Rio de Janeiro, 2004.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

PILATES: ALÍVIO E PREVENÇÃO PARA DORES NA COLUNA

Horas na frente do computador, bolsas pesadas, postura errada, filhos pequenos no colo…
Seja qual for o motivo, todo mundo já sentiu ou vai sentir dor lombar. E isso não é apenas uma suposição, a informação é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que afirma que todas as pessoas enfrentarão a dor ao menos uma vez na vida.
Para combater o incômodo, na maioria dos casos o tratamento é feito com exercícios físicos. O Pilates é um dos exercícios apropriados para combater dores na coluna. A prática corrige a postura, realinhando a coluna e fortalecendo a musculatura abdominal e das costas.
Para quem está sofrendo com as dores, apresetamos quatro exercícios de pilates desenvolvidos pela professora Cristina Abrami, de São Paulo. Os exercícios podem ser feitos em casa para aliviar as dores nas costas com a theraband, faixa elástica que aparece nas imagens. Se não tiver a faixa, substitua por uma toalha dobrada no sentido do comprimento. Confira:

1) Alongamento da musculatura posterior da coxa e da perna


Deitado, posicione a theraband no pé direito e a utilize para alongar toda a musculatura posterior da perna direita. Procure manter a perna de base bem estendida no colchonete ou chão, a cabeça bem apoiada e os ombros relaxados. Mantenha a posição por aproximadamente 1 minuto e troque de perna. Respiração livremente.

2) The Hundred

Deitado, coloque a theraband estendida na região das canelas. Segure na theraband próximo às pernas e eleve o tronco. Execute um movimento semelhante ao de bombeamento com os braços. Inspire em 5 tempos e expire em 5 tempos. Repita este ciclo respiratório 10 vezes. Procure manter os abdominais bem acionados, mantendo o umbigo “colado” à coluna.

3) Roll down


Sentado com a coluna bem ereta, passe a theraband na sola dos pés e una bem os membros inferiores. Segure na theraband próximo aos tornozelos. Expire e comece a deitar lentamente, executando este movimento segmentando todas as vértebras da coluna. Expire novamente e volte à posição sentada cuidadosamente, também segmentando a coluna. Volte a sentar com a coluna ereta e repita o movimento de 4 a 5 vezes.

4) Squat


Mantenha-se em pé, em cima da theraband, com os pés um pouco afastados e a segure nas pontas. Ao mesmo tempo, desça o quadril em direção ao chão - inclinando um pouco o tronco à frente - e eleve os braços até a altura dos ombros, aumentando a tensão na theraband. Execute este movimento expirando e retorne à posição inicial inspirando. Procure manter os abdominais acionados e a coluna ereta. Repita de 5 a 8 vezes.

domingo, 16 de agosto de 2009

PILATES: TREINAMENTO PARA TRIATLETAS - ALONGAMENTO


O treino de flexibilidade deveria integrar o programa de treinamento de todo atleta, independente da modalidade. Aumentar a flexibilidade reduz lesões e melhora o desempenho e a técnica do atleta.

A maioria dos triatletas não se alongam o bastante. Eles gastam muitas horas durante a semana exercitando-se, mas o tempo para um trabalho mais detalhado de alongamento não é suficiente.
Músculos não alongados podem causar enorme prejuízo para a técnica em todas as três etapas do percurso do triathlon (ciclismo, natação e corrida). Além de também serem uma das principais causas de dor lombar e lesões nas articulações.

Veja o que músculos não alongados podem causar:

1) Quadríceps:
- Diminuir a distância da passada em marcha e a extensão no quadril;
- Limitar a amplitude do movimento no freestyle;
- Aumentar o arco da parte inferior das costas, levando à lombalgia;
- Aumentar o risco de dor nos joelhos no ciclismo e corrida .

2) Ísquios Tibiais:
- Exigir que a parte inferior das costas fique mais arredondada, aumentando assim o risco de lesões, diminuindo o controle sobre a bicicleta;
- Diminuir o comprimento da passada na corrida .
3) Ombros e peitorais:
- Ombros curvados e má postura;
- Aumentar o risco de dores nos ombros e pescoço .

4) Panturrilhas:
- Estiramento da panturrilha e problemas no tendão de Aquiles;
- Torsão do tornozelo;
- Eversão do pé na “decolagem” e “aterrissagem” de cada passada.

Uma rotina consistente de Pilates vai garantir bom trabalho de alongamento no programa de treinos. A prática de Pilates garante o fortalecimento para uma gama de movimentos. Os grupos musculares do core trabalham em sinergia para dar suporte a coluna. Músculos alongados vão prolongar e promover uma melhor circulação sanguínea, além de lubrificar suas articulações. Isto não só melhora a amplitude de movimento, mas também prepara melhor as articulações para gerir o stress repetitivo que o corpo tem que lidar durante as inúmeras horas de treino.

A visão ideal da contrologia (nome original do Pilates), quando criada por Joseph Pilates, foi desenvolver o corpo uniformente e tornar a coluna mais flexível, de modo que os indivíduos pudessem respirar melhor e assim o corpo tornar-se capaz de “se limpar”. Pilates dizia que cada pessoa é um atleta e que todos nós temos o direito de sermos fortes e saudáveis.

terça-feira, 28 de julho de 2009

PILATES: TRATAMENTO E PREVENÇÃO DE HÉRNIAS DE DISCO


A hérnia de disco é uma patologia da coluna vertebral relacionada ao deslocamento da parte interna do disco intervertebral para fora de seu lugar. Mas antes, vamos entender os conceitos. Entre as vértebras temos os discos intervertebrais, cartilagens fibrosas que acompanham o formato das vértebras e tem como função amortecer impactos, amenizar atritos e permitir maior mobilidade entre as vértebras.

Devido à força da gravidade, tensão do dia-a-dia, vícios/desvios posturais, envelhecimento ou tipo de movimento realizado pelo indivíduo, o espaço entre essas vértebras diminui e o disco é pressionado e até desgastado. Quando este desgaste é muito grande pode ocorrer uma ruptura no anel (a parte externa do disco), deslocando o núcleo discal para fora. Geralmente esse fragmento do disco que escapa comprime alguma(s) raíz(es) do nervo ciático, causando dor em uma das pernas. Dores musculares, pela compensação postural, e formigamentos nos braços também podem acontecer.

Em muitos casos de comprometimento intenso da raiz nervosa, é indicado a cirurgia. Em outros, o tratamento da hérnia de disco pode ser através de medicamentos que reduzem a dor e a inflamação, além de fisioterapia. Entretanto, muitos médicos vêm indicando a prática de PILATES como parte do tratamento devido aos excelentes resultados que o método vem proporcionando a este público também.

O PILATES promove a estabilização da hérnia de disco, possibilitando uma vida saudável e sem dor. O método se fundamenta, entre outros, nas forças centrais do corpo - CORE - que inclui o complexo lombar pélvico dos quadris, ou seja, esses grupos musculares centrais vão absorver grande parte do impacto, estabilizando, sobretudo as articulações da coluna. Além de restabelecer os espaços intervertebrais através do fortalecimento e alongamento dos grupos musculares, resultando em uma maior proteção dos discos intervertebrais e alinhamento da postura adequada. Desta forma, os sintomas que tanto incomodam têm uma melhora significativa, possibilitando as práticas das atividades da vida diária e profissional de forma satisfatória e segura.

quinta-feira, 23 de julho de 2009


A melhoria das condições de saúde e a crescente expectativa de vida no mundo, bem como no Brasil, acarretou o crescimento da população da Terceiria idade e com isso, a elevação da incidência de doenças relacionados a esse período de vida.

Com o envelhecimento, ocorre a diminuição progressiva do equilibro, que consiste na capacidade de manutenção da postura estável, com ou na falta de movimento. Tal diminuição está diretamente relacionada à elevada incidência de quedas observada na população idosa, o que é, atualmente, uma das preocupações dos órgãos de saúde, tanto pela freqüência, quanto pelas conseqüências em relação à qualidade de vida.

A queda em um idoso provoca fraturas, medo de voltar a cair e conseqüente abandono das atividades de vida diária, imobilização e modificação dos hábitos de vida.

É possível diminuir a ocorrência de quedas com cuidados simples, como a revisão dos medicamentos pelo médico e modificações nos domicílios - retirada de tapetes, degraus e colocação de barras de segurança nos banheiros. Outra forma de minimizar as perdas decorrentes do envelhecimento, como as quedas, é a prática de atividades físicas.

Estudos demonstram que idosos sedentários apresentam uma maior prevalência de quedas. A literatura é unânime quanto aos benefícios de uma atividade física bem orientada e balanceada para a terceira idade.

O Pilates é uma boa indicação como prevenção de quedas em idosos, já que o método enfatiza a melhoria da força muscular, equilíbrio e flexibilidade. Os movimentos suaves do pilates fazem com que a prática seja cada vez mais recomendada para a terceira idade.

Vale ressaltar que a prescrição de atividades físicas deve ser feita após a realização de uma avaliação médica criteriosa, evitando assim, o aparecimento de lesões secundárias comuns na população de idosos.

Fonte: Pilates InformaAutor: Nadia Carvalho Machado, fisioterapeuta.

terça-feira, 21 de julho de 2009

PILATES: MOVIMENTO PARA NOSSA SAÚDE ARTICULAR



A base de nossa estrutura corporal são nossos ossos e o que permite a execução de movimentos são as conexões entre eles. As regiões aonde dois ossos se conectam são chamadas juntas ou articulações.

Sílvia Gomes, educadora física e especialista em Biomecânica, explica:

“Essas regiões de contato são envolvidas por uma cápsula articular e ligamentos que as mantém coesas. Os ligamentos e a forma da articulação decidem qual será seu potencial de mobilidade.
A extremidade dos ossos é recoberta por cartilagem, um material lubrificado resistente à pressão. Entre essas superfícies que se conectam forma-se a cápsula que é internamente banhada pelo líquido sinovial. A cartilagem e a sinóvia garantem que o deslizamento entre os ossos seja praticamente livre de atrito.

Quando sentimos nossas articulações rígidas geralmente não é devido propriamente ao seu estado, mas à rigidez / encurtamento de nossos músculos.”

As articulações podem se tornar inflexíveis por decorrência de doenças, como o reumatismo ou a artrite. E nestes casos, o Pilates pode ajudar não só proporcionando alívio, como excelente coadjuvante no tratamento preventivo.

“É importante que utilizemos várias possibilidades de movimento procurando explorar situações que não são comuns no nosso cotidiano, utilizando grandes amplitudes de movimento”, afirma Sílvia.

Por isso a importância de incluirmos em nossa rotina as atividades físicas para que alimentemos nosso corpo também com “movimento”. A prática de Pilates é perfeita para isso, com movimentos suaves, porém profundos, respeitando o limite de cada indivíduo.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

PILATES É ALONGAMENTO?


Muitas vezes pessoas curiosas a respeito do Pilates me perguntam se a técnica se refere a exercícios de alongamento. Essa dúvida me deixa contente, afinal, as pessoas vêem o alongamento como algo positivo.

Elas associam sua situação de rigidez - “Eu sou muito duro!” - diretamente a falta desta capacidade muscular.

Abdallah Achour Jr. Em seu livro Alongamento e Flexibilidade nos fala o seguinte: Não se importe com a conquista de flexibilidade, mas sim com a melhoria na capacidade de movimento. E, quando falamos em praticar Pilates, estamos falando, justamente, em capacidade e organização de movimento.

De maneira geral não utilizamos o alongamento estático – ou seja, manter o aluno numa posição em que se tenha o afastamento das origens de um determinado músculo ou grupo muscular por um tempo determinado até que haja uma resposta plástica da musculatura.

Até é possível no nosso ambiente, assim como no da Musculação, Ginásticas, Natação, etc; propor, em determinados casos, se o professor achar conveniente, um momento deste tipo.Mas não é esse o objetivo e nem uma estratégia usual da aula de Pilates.

Nosso trabalho consiste em oferecer situações de alongamento dinâmico, feitos com leveza, dentro da amplitude fisiológica, considerados funcionais nos movimentos diários. Nesse caso a intenção não é atingir os componentes plásticos do músculo para aumentar a flexibilidade, mas sim os componentes elásticos, garantindo a funcionalidade na amplitude dos movimentos.

Quando uma articulação tem seu arco de movimento limitado, começam a haver compensações. Por exemplo, se houver restrição na flexão do ombro, um indivíduo poderá ter em atividades como se pentear ou tomar banho, aumentada a concavidade na coluna lombar.

Importante ressaltar que o maior número de lesões ocorre nos extremos das amplitudes de movimento. Desta forma, quanto menor a amplitude, mais próximos estaremos, a cada gesto, dessa zona de lesão e, de forma inversa, quanto maior nossa amplitude articular dentro de uma zona fisiológica saudável, menos expostos estaremos a uma lesão.

Outro fator a se considerar é que existe necessidade de carga na cápsula articular para que as propriedades bioquímicas e mecânicas do colágeno se mantenham saudáveis. Caso contrário haverá uma rápida deterioração da articulação que ficará mais suscetível a lesões.

Novamente o ambiente de Pilates entra como forte aliado na melhoria e manutenção da capacidade dos movimentos. Existe uma série de exercícios que associam a amplitude articular fisiológica com descarga de peso.

Autor: Silvia Gomes, educadora física especialista em Biomecânica e instrutora de Pilates

quarta-feira, 15 de julho de 2009

PILATES PARA DORES E PATOLOGIAS TÍPICAS DE DENTISTAS

A odontologia é uma profissão que expõe o dentista a longos períodos de estresse físico e psíquico resultando em dores e possíveis patologias osteomusculares (DORT - Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho).

Estudos classificam os profissionais de odontologia entre os que mais se afastam do trabalho por incapacidade temporária ou permanente, sendo cerca de 30% das causas de abandono prematuro da profissão.

Existem fatores que contribuem para esse fato: falta de intervalos entre atendimentos, falta de alongamentos e repousos, longa jornada de trabalho, a pressão sobre o profissional em seu ambiente de trabalho, falta de exercícios físicos, movimentos repetitivos, uso do mesmo grupo muscular para manter a posição de trabalho e principalmente posturas inadequadas para a execução das tarefas. As regiões mais acometidas pelo DORT em cirurgiões dentistas são: pescoço, punhos, mãos, ombros e região da coluna cervical e lombar.

O MÉTODO PILATES tem sido uma alternativa de condicionamento muscular procurado por muitos profissionais da área para a manutenção da boa postura, prevenir lesões, manter seu corpo saudável e mais resistente. A incorporação do método nos exercícios de solo e aparelhos permitirá que o praticante tenha um padrão postural melhor; aumente a flexibilidade e força de forma global; potencialize a coordenação motora e consciência corporal. O músculo alongado e resistente produz força com menor fadiga e transfere menor carga às junções miotendíneas e osteotendíneas (estruturas anatômicas dos músculos), prevenindo lesões.

Para esse público, é preciso enfatizar os grupos musculares estabilizadores da coluna, cintura escapular e membros superiores, já que assumem posições estáticas por um longo período. A respiração, a concentração e a fluidez de movimentos são princípios do método para existir uma conexão entre mente e corpo, dissipando tensões e stress, melhorando a disposição do dia-a-dia.

O método não possui contra-indicação e pode ser utilizado por pessoas de todas as idades e todos os níveis de condição física, desde o sedentário, até o atleta de alto nível.

sábado, 11 de julho de 2009

PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA: PRATIQUE EXERCÍCIO, EXPERIMENTE PILATES!!!


Mulheres que começam a praticar exercícios na infância e não abandonam o hábito ao longo da vida têm um risco menor de morrer de câncer de mama. Este é o resultado de uma pesquisa feita pelo Alberta Health Services em Calgary, no Canadá, que acompanhou 1.231 mulheres com câncer de mama ao longo de cerca de oito anos.

As mulheres que tinham o hábito de praticar em média 4 horas de exercícios físicos moderados ao longo da semana desde a infância ou a adolescência tinham um risco até 44% menor de morrer em decorrência de um tumor nos seios, afirma a pesquisadora Christine Friedenreich, que coordenou o estudo.

A prática freqüente de exercícios como Pilates, que alia condicionamento físico, respiratório e é também um momento de relaxamento de corpo e mente, é importante para o desenvolvimento de uma vida saudável e um organismo fortalecido.

Para a médica, o resultado da pesquisa mostra que “levar uma vida ativa antes do diagnóstico do câncer de mama pode aumentar as chances de sobrevivência após o aparecimento do tumor”.

A pesquisa canadense acompanhou 1,231 mulheres com câncer de mama. As participantes tinham idade média de 56 anos. Ao longo dos 8,3 anos de pesquisa, 341 mulheres morreram (223 de câncer de mama) e 327 tiveram a doença novamente. Comparadas com as menos ativas (que faziam até 1.4 horas de atividade física por semana), as que praticavam mais de 4 horas semanais tinham um risco 34% menor de ter câncer de mama, e 44% menos chance de morrer por causa do tumor.

Christine Friedenreich afirma que não há dúvidas que a atividade física tem efeito protetor na saúde feminina, mas que ainda é necessário fazer mais pesquisas para identificar a quantidade ideal de atividade física que as mulheres que querem reduzir o risco da doença devem praticar.